28/08/2013

Mais da metade da população brasileira tem excesso de peso
 

Apesar de a obesidade estar relacionada a fatores genéticos, há importante influência significativa do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados no aumento dos índices brasileiros.
 
Sedentarismo é o forte aliado na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.
 
O consumo de frutas e hortaliças está sendo deixado de lado por uma boa parte dos brasileiros.
 
Porção diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
 
Apenas 22,7% da população ingerem a porção diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de cinco ou mais porções ao dia. Outro indicador que preocupa é o consumo excessivo de gordura saturada: 31,5% da população não dispensam a carne gordurosa e mais da metade (53,8%) consome leite integral regularmente. Os refrigerantes também têm consumidores fieis - 26% dos brasileiros tomam esse tipo de bebida ao menos cinco vezes por semana.
 
FASES DA VIDA
 
Se na faixa etária entre 18 e 24 anos, 28% da população está acima do peso ideal, a proporção quase dobra na faixa etária dos 35 anos aos 44 anos, atingindo 55%.  O percentual de obesidade acompanha este crescimento e mais que dobra se comparados os dois períodos: 7% para 19%, respectivamente. Com o passar dos anos, os brasileiros também tendem a diminuir a prática da atividade física: 47% dos jovens com idade entre 18 a 24 anos se exercitam regularmente. E entre 35 a 44 anos, o índice cai para 31%.
 
COMBATE À OBESIDADE 
 
 A obesidade, o sedentarismo e má alimentação são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas. Um dos objetivos do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), lançado em 2011, é deter o crescimento da proporção de adultos brasileiros com excesso de peso ou com obesidade.
 
               AVALIAÇÃO DO PESO IDEAL
 
O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma forma para conhecer o estado nutricional do indivíduo.  Para calculá-lo, basta dividir o peso em quilogramas pelo quadrado altura em metros (IMC = peso / altura x altura). O IMC é apenas um indicativo para descobrir se está no peso ideal e outros fatores como sexo, idade, condicionamento físico devem ser levados em conta.

 
Postado por Marina Dutra
 
Notícias interessantes de: Ideias na Mesa: por Daniela Martins e Fabiane Schmidt – Ascom /Ministério da Saúde - Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013. 

25/08/2013

Cartilha sobre orgânicos: ensinando as crianças a fazerem escolhas mais saudáveis

 
A Embrapa, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disponibilizou uma cartilha para ajudar crianças a entenderem o que são alimentos orgânicos e seus benefícios. A cartilha explica os conceitos por meio de uma história em quadrinhos e traz alguns passatempos relacionados ao tema para que a criança se envolva mais com o assunto.

Vale a pena conferir!

http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=post/view&id=52&title=Cartilha+sobre+org%C3%A2nicos%3A+ensinando+as+crian%C3%A7as+a+fazerem+escolhas+mais+saud%C3%A1veis+.
 

05/08/2013

Dia 16 de outubro Dia Mundial da Alimentação

Concurso de cartazes:

Sistemas Alimentares Saudáveis

FAO convida crianças e jovens de todo o mundo a conhecer melhor os sistemas alimentares.

O concurso é aberto a participação de crianças de todo o mundo que serão selecionadas em três categorias: 5 a 8 anos, 9 a 12 anos e 13 a 17 anos.
 

Concurso de cartazes: Sistemas Alimentares Saudáveis
O dia 16 de outubro foi escolhido pelas Nações Unidas como Dia Mundial da Alimentação e a cada ano um novo tema é selecionado com o objetivo de chamar atenção para questões importantes envolvendo a segurança alimentar e nutrição. Em 2013 o assunto escolhido são:

 
    "Sistemas Alimentares"

23/07/2013

"Concurso de Alimentação: “Sistemas Alimentares Saudáveis

ONU lança concurso para jovens entre 5 e 17 anos em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação
        
O dia 16 de outubro foi escolhido pelas Nações Unidas como Dia Mundial da Alimentação, e a cada ano um novo tema é selecionado com o objetivo de chamar atenção para questões importantes envolvendo a segurança alimentar e nutrição. Em 2013 o assunto escolhido são “Sistemas Alimentares Saudáveis” e propõe uma análise dos impactos dos sistemas alimentares para o meio ambiente.
Da plantação à colheita, do processamento às embalagens, do transporte até as prateleiras de comercialização, a comida que chega às nossas mesas passa por diversas fases e para isso utiliza muita água, cria gases de efeito estufa e termina afetando cada planta e animal do planeta.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e a Aliança das Nações Unidas para as Mulheres (UNWG) convidam crianças e jovens de 5 a 17 anos a conhecer mais sobre o tema e participar de um Concurso de Cartazes. O concurso é aberto a participação de crianças de todo o mundo que serão selecionadas em três categorias: 5 a 8 anos, 9 a 12 anos e 13 a 17 anos. Os cartazes podem ser desenhados, pintados ou usar técnicas misturadas, inclusive arte digital (porém não são aceitas fotografias).
 
Os três vencedores terão seus trabalhos expostos nos websites e páginas em redes sociais da FAO e do movimento EndingHunger, receberão um certificado de reconhecimento e um kit composto de uma camiseta da campanha #EndingHunger e um presente surpresa.

 Conheça as regras e acesse a ficha de inscrição clicando aqui!http://ideiasnamesa.unb.br/index.php?r=noticia%2Fview&id=208

Obesidade Infantil e a TV

Pesquisa relaciona obesidade infantil a tempo que as crianças permanecem na frente da TV .


        Lisboa – Pesquisa divulgada nesta semana pela Universidade de Coimbra indica que pode haver relação entre a obesidade infantil e o tempo em que as crianças assistem à televisão ou usam o aparelho de TV para brincar com jogos eletrônicos. Feita na década passada, a pesquisa ouviu 17.424 crianças de 3 a 11 anos e seus parentes em todas as regiões de Portugal.
O estudo mostra que, apesar de Portugal ter sistema integral de ensino, com as crianças passando a manhã e a tarde na escola, 28% de meninos e 26% de meninas assistem a mais de duas horas de televisão por dia. Nos fins de semana, a proporção sobe significativamente: 75% meninos e 74% meninas. O parâmetro de duas horas é sugerido pela Academia Americana de Pediatria.
Em Portugal, três de cada dez crianças (6 a 10 anos) são consideradas acima do peso e 14% são classificadas como obesas. De acordo com a coordenadora do Centro de Investigação em Antropologia da Saúde, da Universidade de Coimbra, Cristina Padez, o problema do alto consumo da TV está relacionado ao comportamento sedentário. “Não é só a TV, é preciso observar a alimentação, o estilo de vida e a organização dos pais”, disse à Agência Brasil.
Dados divulgados pela Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (Apcoi), assinalam que 57% das crianças que vivem no país não caminham para ir à escola; 90% comem lanches tipo fast food quatro vezes por semana e apenas 2% consomem frutas todos os dias.
Segundo Cristina Padez, os indicadores de Portugal são semelhantes aos de outros países do Sul da Europa, como a Espanha, a Itália e a Grécia, e guardam semelhanças com o que acontece no Brasil. "O mundo é globalizado. Há um conjunto de maneiras de viver semelhantes. Todos esses problemas são consequência do desenvolvimento econômico e social”, enfatizou Cristina.
A cientista social ressaltou ainda que a vida em grandes cidades, com poucos lugares para atividades de crianças ao ar livre, ou sob risco de violência, faz com que muito meninos e meninas passem horas vendo TV. As emissoras de televisão, com o avanço tecnológico e o interesse no consumo infantil, “tornaram-se mais apelativas” para as crianças, com programas e canais dirigidos ou acopladas ao jogo eletrônico.
“A indústria aproveita a situação. O problema é que nosso corpo não está adaptado e precisa ser mais ativo”, destaca Cristina Padez. Apesar das restrições, ela não recomenda que os pais proíbam os filhos de ver televisão, nem de fazer lanches rápidos. “Os pais devem cuidar da alimentação sem proibir; é importante haver regras.”
A obesidade infantil pode favorecer o aparecimento futuro de doenças como diabetes e hipertensão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,6 milhões de pessoas morrem todos os anos por causa da obesidade ou do sobrepeso. A OMS calcula que, em todo o mundo, mais de 1 bilhão de adultos estão acima do peso. Destes, 300 milhões (o equivalente à população dos Estados Unidos) são obesos.  Edição: Nádia Franco.
Local e data da publicação: Brasília, 17 de julho de 2013.
 Por Gilberto Costa - Correspondente da Agência Brasil/EBC - Quarta-feira, 17 de Julho de 2013   

O sódio ingerido no Brasil


Um quarto do sódio ingerido no Brasil vem de comida processada

CLÁUDIA COLLUCCI -  Editoria de Arte/Folhapress - SÃO PAULO

É o sal de cozinha, e não a comida industrializada, a principal fonte de sódio dos brasileiros. Ele responde por 71,5% do total do nutriente ingerido no país.

A conclusão é de estudo da Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) com base em dados do IBGE de 2008 e 2009, obtido com exclusividade pela Folha. Os resultados têm aval do Ministério da Saúde.

Cada brasileiro consome, em média, 4,46 gramas de sódio por dia-o equivalente a 11,38 gramas de sal. O limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde é menos da metade: 5 g de sal (equivalente a 2 g de sódio).

O nutriente é associado a maior risco de pressão alta e de doença cardiovascular.

Os produtos da indústria responderam por 23,8% do total da ingestão de sódio. "Essa acusação pesada em cima de nós, de que respondíamos por 80% do sódio consumido, se mostrou inverídica. Os dados do IBGE são insuspeitos", afirma Edmundo Klotz, presidente da Abia.
 
"Colocava sal antes mesmo de experimentar a comida. Agora penso duas vezes."
 

Segundo ele, as constatações do estudo não alteram o acordo com o Ministério da Saúde de reduzir 20.491 toneladas de sódio dos alimentos processados até 2020.

Pelo cronograma, o macarrão instantâneo deve estar hoje com 32,4% a menos de sódio, e a margarina vegetal deve chegar ao fim do próximo ano 57% menos salgada.

Eduardo Nilson, coordenador substituto de alimentos e nutrição do Ministério da Saúde, diz que Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já está recolhendo amostras e verificando rótulos para checar se o acordo está sendo cumprido.

Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), as metas estabelecidas são "tímidas", mantendo o consumo de sódio elevado e com pouca alteração do cenário atual do mercado.

Sophie Deram, nutricionista do ambulatório de obesidade infantil do HC da USP, levanta uma outra questão: alimentos que ficaram fora do acordo, como alguns refrigerantes e sucos diet e light.
"São supostamente saudáveis, mas estão cheios de sal. A indústria baixou os níveis, mas há ainda muito sódio escondido", afirma.
Nilson, do ministério, diz que, em um primeiro momento, houve a necessidade de priorizar alimentos industrializados mais consumidos, mas que outras categorias podem entrar em acordo futuro.

Segundo o estudo da Abia, a maior parte do sódio foi consumida nas residências, sendo 59,7% do sal de cozinha. Outros 11,8% vieram do sal adicionado à alimentação fora de casa.
"Foi uma surpresa a indústria responder só por um quarto do sódio, e o sal de cozinha ser o grande vilão", afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC.
Na sua opinião, fica evidente a necessidade de campanhas públicas para a redução do sal no preparo e no consumo de alimentos. O ministério diz que já existem campanhas do gênero voltadas para mães e escolares.
"A população tem tendência de colocar muito sal nos alimentos e ainda adicionar mais quando come fora", afirma Sophie Deram, francesa.
Alguns restaurantes de São Paulo já estão retirando o sal da mesa, e só o colocam à pedido do cliente. O advogado Carlos Nunes, 56, diz que se surpreendeu com a novidade em um restaurante do Itaim (zona oeste de São Paulo).
A região Norte registrou o maior volume de consumo de sódio do país, com 5,41 g por habitante por dia (13,8 g de sal). Só o sal de cozinha respondeu por 10,8 g. Já no Sudeste, os alimentos industrializados foram responsáveis por 2.

11/06/2013

A Fome é um Crime Hediondo. (Dom Mauro Morelli).

 

“A fome existe devido a escolhas políticas”

O argumento se baseia na escassez de comida no mundo. Mas será que o problema é mesmo falta de alimentos? "Não”. Essa foi a resposta do especialista em segurança alimentar Francisco Menezes, ex-presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea) e pesquisador do assunto no Ibase há mais de 20 anos.

Em entrevista concedida pouco antes de Menezes embarcar para Portugal, onde ficará por seis meses, ele foi taxativo ao dizer:
"A fome é sempre uma escolha política. As pessoas passam fome pelo poder de escolha de outros”. Ou seja, o desafio é promover o acesso ao alimento, e não exatamente produzir mais.
  O pesquisador adiantou que esse seria um dos temas do 7º Encontro do Fórum Nacional de Segurança Alimentar, que estou acompanhando aqui em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, desde o início da manhã desta terça-feira.

Francisco Menezes,- Ex-presidente do Consea.

CANAL IBASE: De fato, o alimento só pode ser acessado atualmente por meio da compra ou do plantio. Quando não há dinheiro ou terra, a pessoa está excluída desse sistema, certo?

MENEZES: Exato. As corporações hoje tomam conta da maior parte dos alimentos produzidos no mundo e elas lidam com a comida como uma mercadoria qualquer. Embora o alimento tenha sido reconhecido como um direito básico dos brasileiros em 2010 (quando foi incluído na constituição do país), na prática pouca coisa mudou. Mas é preciso entender o sistema. Se as empresas do setor trabalham com a alimentação como mercadoria, é porque há permissão do estado para isso. O poder público permite que as corporações, nacionais e internacionais, lucrem com um direito tão fundamental à vida de qualquer pessoa.

CANAL IBASE: Por isso o senhor afirma que a fome é uma questão política?

MENEZES: Sim, certamente ela é. Isso não é novidade, mas nunca foi assumido de verdade. Josué de Castro (médico e geógrafo, autor do livro "Geografia da Fome”) já dizia que deixar as pessoas morrerem de fome é uma escolha. Ele estava completamente certo. É um problema ligado à história da humanidade. A segurança alimentar, por exemplo, é um termo herdado dos militares, que foi transformado e usado pelo movimento social. Na guerra, cortar a alimentação é uma das maiores armas que se pode ter. Pode parecer dramático, mas, se você for pensar com cuidado, as corporações também têm nas mãos todos aqueles que não produzem seu próprio alimento. O preço do alimento exe com a estrutura de uma sociedde.

CANAL IBASE: Há situações de fome extrema no Brasil hoje que podem ser exemplificadas como uma escolha política?
MENEZES: Sim. Os indígenas são exemplo disso. A não demarcação de terras indígenas é um fator que leva à morte. Não olhar para isso é uma escolha do poder público, porque, embora esse fenômeno seja pouco falado, milhares pessoas, especialmente crianças, morrem de inanição na beira de estradas. Isso ocorre por falta de terra, pois etnias foram expulsas de seus territórios. O caso dos Guarani-Kaiowá (que veio à tona ano passado após a divulgação de uma carta anunciando um suicídio coletivo) é um exemplo disso. A Justiça leva seu tempo, mas enquanto isso não se define as pessoas morrem.

CANAL IBASE: Além da inclusão das pessoas no sistema econômico, com geração de renda como possibilidade para comprar o próprio alimento, o senhor acha que a agricultura familiar é uma saída?

MENEZES. A  agricultura familiar é uma das soluções. A segurança alimentar só será atingida com uma série de políticas conjuntas. É preciso reconhecer que o governo atual, desde o início do governo Lula, na verdade, avançou bastante nesse sentido. Hoje, 30% da alimentação escolar tem que ser comprada de pequenos produtores, o que representa um grande mercado que alimenta 48 milhões de crianças por dia. Mas há muito a se fazer. A agricultura familiar continua em risco.

CANAL IBASE: Por quê?

Atualmente, a agricultura familiar ainda é responsável pela maior parte dos alimentos de consumo das famílias. A estimativa é que ela represente 70% da alimentação das famílias brasileiras. Mas o agronegócio ameaça a agricultura familiar. Como as pessoas buscam uma forma de alimentação cada vez mais rápida, mais prática, as compras são feitas em grandes mercados, e muitas famílias buscam grandes marcas do setor alimentício. Não se pode dizer que isso é saudável, mas é o que ocorre. As pessoas buscam enlatados, comidas congeladas e em saquinhos. As grandes empresas estão entrando na casa de cada vez mais gente. O que pouco se discute é a queda na qualidade esta alimentação.

CANAL IBASE: O encontro do Fórum de Segurança Alimentar vai tratar esta questão?
MENEZES: Essa é uma das principais questões. É preciso ampliar o acesso ao alimento, isso é um ponto-chave. Mas não se pode dizer que qualquer alimento tem o mesmo teor nutricional. Aí mora a questão, a qualidade da alimentação. É preciso não só comer, mas comer bem.

www.incid.org.br